sábado, 6 de setembro de 2014

Multiplicação entre Matrizes

Para quem ainda tem dúvida na multiplicação entre matrizes

Multiplicação de matrizes
Seja a matriz A=[a(i,j)] de ordem m×n e a matriz B=(b(k,l)) de ordem nxr. Definimos o produto das matrizes A e B como uma outra matriz C=A.B, definida por:
c(u,v) = a(u,1) b(1,v) + a(u,2) b(2,v) + ... + a(u,m) b(m,v)
para todo par (u,v) em Smr.
Para obter o elemento da 2a. linha e 3a. coluna da matriz produto C=A.B, isto é, o elemento c(2,3), devemos:
  1. multiplicar os primeiros elementos da 2a. linha e 3a. coluna;
  2. multiplicar os segundos elementos da 2a. linha e 3a. coluna;
  3. multiplicar os terceiros elementos da 2a. linha e 3a. coluna;
  4. multiplicar os quartos elementos da 2a. linha e 3a. coluna;
  5. somar os quatro produtos obtidos anteriomente.
Assim:
c23 = a21 b13 + a22 b23 + a23 b33 + a24 b43
Podemos visualizar esta operação através das matrizes seguintes. Basta observar a linha em azul na primeira matriz, a coluna em azul na segunda matriz e o elemento em azul na terceira matriz.
a11a12a13a14
a21a22a23a24
a31a32a33a34
a41a42a43a44
×
b11b12b13b14
b21b22b23b24
b31b32b33b34
b41b42b43b44
=
c11c12c13c14
c21c22c23c24
c31c32c33c34
c41c42c43c44
Observação: Somente podemos multiplicar duas matrizes se o número de colunas da primeira for igual ao número de linhas da segunda.

Cones

O conceito de cone
Considere uma região plana limitada por uma curva suave (sem quinas), fechada e um ponto P fora desse plano.
Cone é o sólido formado pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade em um ponto P (vértice) e a outra num ponto qualquer da região.

Elementos do cone
Em um cone, podem ser identificados vários elementos:
  1. Vértice de um cone é o ponto P, onde concorrem todos os segmentos de reta
  2. Base de um cone é a região plana contida no interior da curva, inclusive a própria curva.
  3. Eixo do cone é quando a base do cone é uma região que possui centro, o eixo é o segmento de reta que passa pelo vértice P e pelo centro da base.
  4. Geratriz é qualquer segmento que tenha uma extremidade no vértice do cone e a outra na curva que envolve a base.
  5. Altura é a distância do vértice do cone ao plano da base.
  6. Superfície lateral de um cone é a reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade em P e a outra na curva que envolve a base.
  7. Superfície do cone é a reunião da superfície lateral com a base do cone que é o círculo.
  8. Seção meridiana de um cone é uma região triangular obtida pela interseção do cone com um plano que contem o eixo do mesmo.

Classificação do cone
Ao observar a posição relativa do eixo em relação à base, os cones podem ser classificados como retos ou oblíquos. Um cone é dito reto quando o eixo é perpendicular ao plano da base e é oblíquo quando não é um cone reto. Ao lado apresentamos um cone oblíquo.
Observação: Para efeito de aplicações, os cones mais importantes são os cones retos. Em função das bases, os cones recebem nomes especiais. Por exemplo, um cone é dito circular se a base é um círculo e é dito elíptico se a base é uma região elíptica.

Observações sobre um cone circular reto
Um cone circular reto é denominado cone de revolução por ser obtido pela rotação (revolução) de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos
A seção meridiana do cone circular reto é a interseção do cone com um plano que contem o eixo do cone. Na figura ao lado, a seção meridiana é a região triangular limitada pelo triângulo isósceles VAB.
Em um cone circular reto, todas as geratrizes são congruentes entre si. Se g é a medida da geratriz então, pelo Teorema de Pitágoras, temos uma relação notável no cone: g²=h²+r², que pode ser "vista" na figura abaixo:
A Área Lateral de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e r (raio da base do cone):
A(lateral) = pi.r.g
A Área total de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e r (raio da base do cone):
A(total) = pi.r.g + pi.r² = = pi.r.(g+r)

Cones Equiláteros
Um cone circular reto é um cone equilátero se a sua seção meridiana é uma região triangular equilátera e neste caso a medida da geratriz é igual à medida do diâmetro da base.
A área da base do cone é dada por:
A(base) = pi r²
Pelo Teorema de Pitágoras temos que (2r)²=h²+r², logo h²=4r²-r²=3r², assim:
h = r 
Como o volume do cone é obtido por 1/3 do produto da área da base pela altura, então:
V = (1/3) pi  r3
Como a área lateral pode ser obtida por:
A(lateral) = pi.r.g = pi.r.2r = 2.pi.r²
então a área total será dada por:
A(total) = 3 pi r²

Exercícios resolvidos
Notação: Usaremos a notação R[3] para representar a raiz quadrada de 3.
  1. A geratriz de um cone circular reto mede 20 cm e forma um ângulo de 60 graus com o plano da base. Determinar a área lateral, área total e o volume do cone.
    Como sen(60o)=h/20, então
    (1/2) R[3] = h/20
    h = 10 R[3] cm
    
    Como V = (1/3)×(A(base).h, então:
    V = (1/3) pi.r²h
    V = (1/3) pi.10².10 R[3]
    V = (1/3) 1000.R[3].pi cm³
    
    Se r=10cm; g=20cm e A(lateral)=pi.r.g, escreveremos:
    A(lataral) = pi.r.g = pi.10.20 = 200.pi cm²
    A(total) = A(lateral) + A(base)
             = pi.r.g + pi.r² = pi.r.(r+g)
             = pi.10.(10+20) = 300 pi cm²
    
  2. A hipotenusa de um triângulo retângulo mede 2cm e um dos ângulos mede 60 graus. Girando-se o triângulo em torno do cateto menor, obtem-se um cone. Qual é o seu volume? Como sen(60º)=r/2, segue que:
    R[3]/2 = r/2
    r = R[3] cm
    
    Substituindo os valores de g e de r, na relação g²=h²+r², obtemos
    h = 1cm
    V = (1/3).A(base).h = (1/3) pi.r²h
      = (1/3).pi.3 = pi cm³
    
  3. Os catetos de um triângulo retângulo medem b e c, e a sua área mede 2m². O cone obtido pela rotação do triângulo em torno do cateto b tem volume 16 pi m³. Obteremos a medida do cateto c. Como a área do triângulo mede 2m², segue que: (1/2)bc=2, o que garante que bc=4. Como a área da base é dada por A(base)=pi.r²=pi.c², temos que
    V = 16 pi = (1/3) pi c² b
    c = 12 m
    
  4. As áreas das bases de um cone circular reto e de um prisma quadrangular reto são iguais. O prisma tem altura 12 cm e volume igual ao dobro do volume do cone. Determinar a altura do cone.
    Se
    h(prisma) = 12
    A(base do prisma) = A(base do cone) = A
    V(prisma) = 2×V(cone)
    
    assim:
    A×h(prisma) = 2(A h)/3
    A 12 = (2/3)A h
    h = 18 cm
    
  5. Anderson colocou uma casquinha de sorvete dentro de uma lata cilíndrica de mesma base, mesmo raio r e mesma altura h da casquinha. Qual é o volume do espaço (vazio) compreendido entre a lata e a casquinha de sorvete?
    V = V(cilindro) - V(cone)
      = A(base).h - (1/3) A(base).h
      = pi.r².h - (1/3).pi.r².h
      = (2/3) pi.r².h cm³

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Pirâmide

Pirâmides
      Dados um polígono convexo R, contido em um plano , e um ponto V ( vértice) fora de , chamamos  de pirâmide o conjunto de todos os segmentos .
Elementos da pirâmide
        Dada a pirâmide a seguir, temos os seguintes elementos:
  • base: o polígono convexo R    
  • arestas da base: os lados  do polígono
  • arestas laterais: os segmentos 
  • faces laterais: os triângulos VAB, VBC, VCD, VDE, VEA
  • altura: distância h do ponto V ao plano

Classificação
      Uma pirâmide é reta quando a projeção ortogonal do vértice coincide com o centro do polígono da base.
        Toda pirâmide reta, cujo polígono da base é regular, recebe o nome de pirâmide regular. Ela pode ser triangular, quadrangular, pentagonal etc., conforme sua base seja, respectivamente, um triângulo, um quadrilátero, um pentágono etc.
        Veja:
Observações:
1ª) Toda pirâmide triangular recebe o nome do tetraedro. Quando o tetraedro possui como faces triângulos eqüiláteros, ele é denominado regular ( todas as faces e todas as arestas são congruentes).
2ª) A reunião, base com base, de duas pirâmides regulares de bases quadradas resulta num octaedro. Quando as faces das pirâmides são triângulos eqüiláteros, o octaedro é regular.











Secção paralela à base de uma pirâmide
        Um plano paralelo à base que intercepte todas as arestas laterais determina uma secção poligonal de modo que:
  • as arestas laterais e a altura sejam divididas na mesma razão;
  • a secção obtida e a base sejam polígonos semelhantes;
  • as áreas desses polígonos estejam entre si assim como os quadrados de suas distâncias ao vértice.

Relações entre os elementos de uma pirâmide regular
      Vamos considerar uma pirâmide regular hexagonal, de aresta lateral l e aresta da base a:
    Assim, temos:
  •  A base da pirâmide é um polígono regular inscritível em um círculo de raio OB = R.
  • A face lateral da pirâmide é um triângulo isósceles.
  • Fonte: www.somatematica.com.br
  • Os triângulos VOB e VOM são retângulos.











Quinto Desafio

Como combinado estou colocando o próximo desafio:
O determinante da matriz A é igual a -2. Se B e C são as matrizes obtidas, respectivamente, pela substituição em A do menor e do maior valor de y encontrados, calcule: 


(a) Quais são os valores que podem ser substituidos em y:

(b) Calcule o determinante das matrizes B e C:

(c) Calcule o determinante do produto (B x C):

(d) Calcule o determinante de 3B:

(e) Calcule o determinante da matriz inversa de C:

O prêmio será dado para aquele que responder primeiro corretamente a todos os itens deste desafio. Boa Sorte. Resultado: Segunda 25 de agosto. Participem! 

domingo, 10 de agosto de 2014

Quarto Desafio

Estou colocando o quarto desafio! Boa Sorte a todos!
Nesta semana para ganhar o prêmio deverá acertar por completo os dois exercícios. E a resposta pode ser colocada aqui ou no Facebook. O cálculo pode servir como desempate se caso isto acontecer.

(1) Calcule o valor de x, a fim de que o determinante da matriz A seja nulo.


(2) Considere a matriz M:
(a) Calcule o determinante desta matriz:
(b) Calcule determinante de 3M:
(c) Calcule o determinante da matriz inversa de M:

Para os itens (b) e (c) utilizem as propriedades dos determinantes
det(k.A) = kn . det A.                    det(A-1) = 1 / det(A).

Solução 
Questão 01:
(9(x - 7) + 48 + 4x) - (8(x - 7) + 4x + 54)=0
(9x - 63 + 48 + 4x) - ( 8x - 56 + 4x + 54) = 0
(13x - 15) - (12x - 2)= 0
x - 15 + 2 =0 
x = 15 - 2
x = 13

(9(13 - 7) + 48 + 4.13) - (8(13 - 7) + 4.13 + 54 = 0
(9.6 - 63 + 48 + 52) - (8.6 + 52 + 54) = 0
(54 + 48 + 52) - (48 + 52 + 54) = 0 
154 - 154 = 0


Questão 02 

a) (204+0+0) - ( 0+196+0)
204 - 196= 8

b) 3³detM= 9(8) = 72
c) 1/8


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Determinante

Determinantes
   Como já vimos, matriz quadrada é a que tem o mesmo número de linhas e de colunas (ou seja, é do tipo nxn).
   A toda matriz quadrada está associado um número ao qual damos o nome de determinante.
   Dentre as várias aplicações dos determinantes na Matemática, temos:
  • resolução de alguns tipos de sistemas de equações lineares;
  • cálculo da área de um triângulo situado no plano cartesiano, quando são conhecidas as coordenadas dos seus vértices;

Determinante de 1ª ordem

   Dada uma matriz quadrada de 1ª ordem M=[a11], o seu determinante é o número real a11:
det M =Ia11I = a11
Observação: Representamos o determinante de uma matriz entre duas barras verticais, que não têm o significado de módulo.
   Por exemplo:
  • M= [5] det M = 5 ou I 5 I = 5
  • M = [-3] det M = -3 ou I -3 I = -3

Determinante de 2ª ordem

   Dada a matriz , de ordem 2, por definição o determinante associado a M, determinante de 2ª ordem, é dado por:
    Portanto, o determinante de uma matriz de ordem 2 é dado pela diferença entre o produto dos elementos da diagonal principal e o produto dos elementos da diagonal secundária. Veja o exemplo a seguir.
   
                        
Determinante de 3ª Ordem (Regra de Sarrus)

   O cálculo do determinante de 3ª ordem pode ser feito por meio de um dispositivo prático, denominadoregra de Sarrus.
   Acompanhe como aplicamos essa regra para .

1º passo: Repetimos as duas primeiras colunas ao lado da terceira:
2º passo: Encontramos a soma do produto dos elementos da diagonal principal com os dois produtos obtidos pela multiplicação dos elementos das paralelas a essa diagonal (a soma deve ser precedida do sinal positivo):
3º passo: Encontramos a soma do produto dos elementos da diagonal secundária com os dois produtos obtidos pela multiplicação dos elementos das paralelas a essa diagonal ( a soma deve ser precedida do sinal negativo):
Assim:
Observação: Se desenvolvermos esse determinante de 3ª ordem aplicando o Teorema de Laplace, encontraremos o mesmo número real

Fonte:http://www.somatematica.com.br/emedio/determinantes/determinantes3.php

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domingo, 3 de agosto de 2014

Matriz Inversa

Matriz inversa

Considere uma matriz quadrada A de ordem n. Se existir uma matriz quadrada B, da mesma ordem, tal que:   AB = In    sendo In a matriz identidade, ou seja, uma matriz terá uma matriz inversa se for quadrada e se o produto das duas matrizes for igual a uma matriz identidade quadrada de mesma ordem das outras.
Então a matriz B será chamada inversa da matriz A, sendo indicada por A(-1). Nesse caso dizemos que a matriz é inversível. Se não existir a matriz B, dizemos que a matriz A não tem inversa, ou seja, não é inversível. Se a matriz inversa existir, ela é única.

Exemplo:
Determinar, se existir, a inversa da matriz A =  e B= são inversas entre si.

Para que seja verdade o produto de G . K = I3



Portanto, concluímos que as matrizes A e B
são inversas entre si.
Fonte: http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com.br/2012/11/operacoes-com-matrizes.html